da Folha Online
Na vida de um homem chega a hora em que ele se torna pai. Para se preparar para esse momento, o livro “Ser Pai”, da Publifolha, traz todas as informações dos cuidados do dia-a-dia para que os homens se preparem e possam participar com segurança dessa fase do desenvolvimento infantil.
O livro é repleto de fotos e traz informações práticas para o dia-a-dia. Abaixo, veja dicas de como auxiliar a mulher no período da gestação e dicas para a vida a dois.
Divulgação
“Ser pai”, da série Johnson’s Saúde e Carinho, da Publifolha
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Como dar apoio à minha parceira durante a gravidez?
Você é o maior apoio de sua parceira durante a gestação. O bebê que cresce dentro dela é uma responsabilidade partilhada por vocês. Além de pais, vocês são parceiros, amantes e amigos, mas agora há algo novo. Em breve, vocês se tornarão pai e mãe, e é importante oferecer o máximo de suporte um ao outro.
As preocupações da parceira
Parte do apoio que o pai pode dar envolve estar preparado para as oscilações da parceira. O corpo da mulher atravessa uma transformação hormonal imensa, resultando em alterações de humor e em reações que, em outras circunstâncias, pareceriam descabidas. Seja paciente e saiba compreender, já praticando para seu papel de pai. Você pode perceber que ela se preocupa com os efeitos da transformação do próprio corpo. Ofereça compreensão por meio de palavras e atos e mostre que ela continua sendo o seu amor.
Momentos partilhados
Em meio aos preparativos para a chegada do bebê, reserve tempo para aproveitar a companhia da parceira em saídas noturnas, almoços prolongados e, se possível, umas férias. Se for o primeiro bebê, talvez leve algum tempo até que vocês tenham a oportunidade de ficar a sós novamente, sem preocupações como a necessidade de chamar uma babá ou com os horários das mamadas.
Cabia o trabalho e a manutenção da família, enquanto a mulher, que ficava em casa, era responsável por parir e criar os filhos. Na atual configuração, os dois têm carreiras e fazem contribuições financeiras para a manutenção de um lar e de uma vida em comum. A gravidez pode mudar esse acordo. Se sua parceira trabalha, uma das questões práticas que surgem é sobre o momento ideal de parar e a possibilidade de voltar ou não à rotina profissional. Em geral, é muito difícil decidir sobre a segunda questão antes da chegada do bebê. Por isso, não a pressione para tomar decisões.
UM TOQUE DE CARINHO
O toque é importante. Lembre-se de demonstrar seu amor pela parceira por meio de muitos afagos.
Perguntas e respostas
É seguro fazer sexo durante a gravidez?
Em princípio não há nenhum motivo para o casal interromper a vida sexual. Se sua parceira corre risco de aborto ou já passou por essa experiência, convém consultar o obstetra. Às vezes, é preciso evitar o sexo nos primeiros meses até que os riscos iniciais sejam superados.
Existem posições mais indicadas durante a gravidez?
Isso varia de caso para caso. Os casais devem experimentar para descobrir o que é melhor, mais afetuoso e mais agradável para ambos. Não tenha medo de tentar, sobretudo se no final da gravidez a posição “papai e mamãe” parecer desconfortável ou inviável.
A penetração pode prejudicar o bebê?
Não. O bebê está protegido pelo líquido amniótico e não pode ser atingido pelo pênis ou pelo esperma. Algumas vezes, os homens se sentem confusos porque querem fazer amor com suas parceiras, mas temem machucar a criança que se desenvolve no útero. É importante separar as duas coisas, sobretudo porque no trimestre intermediário da gravidez muitas mulheres sentem mais desejo devido ao maior nível de hormônios na circulação.
Todas as mulheres querem sexo durante a gravidez?
Não, isso varia de mulher para mulher. É possível que sua parceira evite contatos mais íntimos durante os nove meses. No entanto, talvez ela aprove uma massagem ou carinhos como forma de preservar o laço físico do casal.
No final da gravidez, o sexo pode precipitar o parto?
Não isoladamente. No entanto, se o bebê já está pronto para nascer, a atividade pode ser um dos fatores para apressar o processo. O orgasmo exercita os músculos uterinos e pode provocar contrações no fim da gestação, mas estas tendem a desaparecer após alguns minutos.
Trabalho na dose certa
Se você é o principal ou único provedor da casa, prepare-se para pôr a mão no bolso. Tudo que você ler sobre a paternidade parece incluir detalhes de algo que precisa ser comprado. É claro que a preparação para esse grande evento é importante, mas a última coisa de que a gestante precisa é de um parceiro mergulhado no trabalho, preocupado em garantir o dinheiro para custos futuros. Avalie a situação com calma e coloque sua parceira e o bebê em primeiro lugar. Encare com seriedade o papel de provedor, um dos mais antigos do homem na sociedade. Mas você também está se tornando pai e, por isso, não pode se ausentar. Ainda que ache que há pouco a ser feito diretamente pelo bebê nesse momento da gravidez, trabalhar até tarde ou conseguir um emprego extra não constitui a melhor saída.
Realismo
Acima de tudo, seja realista na hora de avaliar sua situação financeira. Ao mesmo tempo que este não é o momento mais adequado para satisfazer desejos antigos e comprar, por exemplo, aquele carro esportivo dos seus sonhos, seu bebê precisa muito mais de amor e de atenção do que de sua carteira. O equipamento básico necessário para satisfazer o bebê custa muito pouco. Seu filho não vai notar se o carrinho não for novo em folha ou de última geração, mas sentirá muita falta de seu amor e da sua presença. Essas questões delicadas sobre carreira e cuidados com a criança não precisam ser decididas durante os meses de gestação. Reserve tempo para se adaptar às mudanças que o aguardam e tudo aquilo que parece ser um obstáculo imenso assumirá proporções bem mais suaves.
ANTES DA CHEGADA
Aproveite o tempo que resta antes do nascimento do bebê. Saia para passear e curtir a companhia da parceira.
TUDO PRONTO
O entusiasmo com o que está acontecendo ganha força quando o casal começa a adquirir tudo de que o bebê precisa.
Afinal, o que é um bom pai?
Muitos homens lamentam a distância que existe entre eles e os próprios pais. Ao olhar para trás, costumam dizer que seus pais eram ausentes em sua infância, o que deixou marcas para o resto da vida. Ainda que os motivos para esse afastamento (em geral a necessidade de ganhar dinheiro para sustentar a família) sejam de fácil compreensão, fica uma cicatriz no relacionamento que envolve a pergunta “Como teria sido se a presença fosse maior?”. Esses sentimentos mostram a importância de os pais estarem presentes e atuantes durante o desenvolvimento do filho.
Observe tudo
Aproveite o período anterior à chegada do bebê para reavaliar sua própria infância, observar outros pais que você conhece e se perguntar sobre o que considera ser um bom pai. Quando seu filho nascer, não faltarão pessoas para lhe dizer o que você deve fazer outras gerações da própria família, colegas de trabalho e até amigos que não têm filhos. Tente descobrir o que você deseja enquanto ainda tem tempo de pensar com calma. Fuja da tentação de inspirar-se no modelo de seu pai e tentar melhorá-lo: a paternidade não se limita a corrigir erros passados nem é uma competição. Você precisa se sentir seguro e confiante nessa nova fase da vida. Tenha coragem de ser você mesmo.
Tempo ao tempo
Cada vez mais, as empresas e os governos reconhecem a importância da presença dos pais para os recém nascidos e alguns países já estudam a ampliação da licença-paternidade. Essas mudanças são bem-vindas, mas representam apenas o começo. Você tem a sua frente uma vida inteira como pai, e o que aprendeu nesses anos será útil no futuro. Assim, quando a novidade que envolve a chegada do bebê tiver passado e o trabalho para cuidar do pequenino parecer imenso, certifique-se de que está presente e não enterrado horas a fio no escritório onde trabalha. Pergunte-se como será a lembrança que seus filhos terão de você no futuro. Se for uma presença que aparece e desaparece do cenário por causa das demandas profissionais, reflita sobre isso. Os empregos mudam; as carreiras acabam com a aposentadoria; as famílias ficam. Desde o início, dedique tempo para conhecer seu bebê. Lembre-se de que vocês estão montando o cenário para ele.
Preparação do lar
As mulheres não são as únicas a achar que precisam arrumar a casa para a chegada do bebê. Conheça algumas dicas para canalizar sua energia enquanto espera o grande dia.
- Visite amigos que têm bebês e se ofereça para ajudar nas tarefas, como segurar o bebê ou trocar a fralda. Quanto mais confiança tiver na execução dessas tarefas básicas, maior será seu envolvimento e mais rápido o seu processo de criação de laços afetivos.
- Limpe o quarto do bebê e pinte as paredes. É hora de planejar como será o local. Atividades físicas, como cuidar da decoração do quarto, podem ser excessivas para a gestante no final da gravidez, mas o pai não tem desculpas.
- Acompanhe sua parceira na compra do equipamento básico e ajude a organizá-lo.
- Assim que escolher a maternidade, faça o percurso até o local e descubra o tempo necessário para chegar lá. Busque caminhos alternativos para os horários de maior tráfego.
- Se a maternidade está aberta à visitação, marque uma hora e vá com sua parceira: a medida aumenta a confiança e o conforto dos pais.
- Cuide-se. Alimente-se adequadamente, durma bem e pratique exercícios. Em breve, sua parceira e seu bebê exigirão grandes doses de energia.
- Conforme a data prevista para o parto se aproxima, talvez seja preciso mudar sua rotina de trabalho para estar sempre por perto da parceira. Tenha sempre consigo seu celular ou deixe os números de telefone onde pode ser encontrado. Adie as viagens longas e, sobretudo, mantenha a calma.
“Ser Pai”
Autor: Peter Stanford
Editora: Publifolha
Páginas: 64
Quanto: R$ 24,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha